Domingo, Junho 11, 2006

A verdade Deprimente

Ano de copa do mundo, tempo perfeito para se fazer qualquer tipo de falcatrua. Ninguém quer saber de nada, o hexa é o mais importante triunfo a ser conquistado.

Pena! Além do hexa, queria que nosso país melhorasse. Até hoje não me acostumei com a cena de ver uma criança pedindo dinheiro, revirando comida no lixo, acho que tem algo de errado comigo, pois nunca quis ter dinheiro para comprar o mundo, queria sim, ter dinheiro para me sustentar e para um dia ter como criar minha prole.

Sonho alienado esse meu, pois nunca, nunca mesmo, teremos competência para criar um país que todos ganhem dinheiro pelo menos para suprir suas necessidades essenciais – tais como higiene pessoal, comida, escola.

Nunca! Como eu disse é apenas um sonho ilusório de um jovem alienado que pensa que pode ajudar o mundo, mas não pode. Não posso porque a corrupção chegou a tal ponto que nunca poderemos nos reerguer, a não ser que os nossos “comandantes burgueses” percebam que a atitude drástica a ser tomada com as rédias do Brasil tem de partir deles.

Chega a ser deprimente. Aposto que pouquíssimas pessoas já tiveram vergonha de ser brasileiro. Eu tive! E tive não no sentido de falar para outras pessoas; tive vergonha no momento em que cheguei à frente de um espelho e lembrei de todas as desigualdades que acontecem no país, de toda a mentira que nós vivemos, de tanta ilusão.

Todos jogam a culpa na maldita da droga, que pena! Ninguém é capaz de falar que a terra de ninguém, o gueto, vive um completo abandono, e que nenhum dos nossos deputados, senadores, presidentes têm ou tiveram a mesma origem dos desprezados que moram em cada canto que é dominado pelo tráfico. Chega a ser difícil sobreviver na legalidade para uma pessoa que nasceu e foi criada na favela, presenciou todos os tipos de armas e de drogas, fora as desigualdades sociais e o abuso de poder, este, que chega a ser uma volta ao velho oeste retratado nos filmes americanos. Tiro pra cá, tiro pra lá, morre um inocente, e você que mora na favela mais uma vez escapou por pouco. Desta vez você não estava perto, mas mesmo assim teve sorte porque nem precisa de ser um envolvido no tráfico para ter sua sentença de morte decretada em qualquer beco do morrão. Se você é negro e usa cordões extravagantes no pescoço com toda certeza você é um alvo fácil. Como dizia um policial na minha querida cidade da zona da mata: “ Você Ramon com essa altura e esse cabelo rebelde é bem mais fácil de algum companheiro meu de profissão te abordar, porque todos nós olhamos para uma pessoa de cima em baixo e erroneamente tiramos a conclusão, ou seja, se você não se adapta aos padrões do bom moço social automaticamente você se torna um suspeito, e não será surpresa se você aparecer morto feito um indigente com dez a doze balas na cabeça.

Na época de menino eu curtia muito rock, grunge, blues- Som que curto até hoje- Mas, o que eu mais me arrependo e que nesse momento da minha vida eu achava esses grupos de rap, hip-hop um bando de revoltados que não tinham argumentos a não ser o ódio. Hoje compreendo que eu fui um garoto que tive a grande sorte de não viver o que muitas dessas pessoas da comunidade hip-hop, rap viveram.

Pode parecer alienante, mas é a verdade. A maioria das pessoas que eu, e você que está lendo esse texto conhecem nunca viveram, ou passaram por essa situação. Ou seja, essa realidade não faz parte do nosso cotidiano, nós estamos acostumados a ser metidos a rico, pois fazemos parte da classe média (95% dos leitores desse texto) e na verdade acabamos nos iludindo com um pseudopoder que nos da uma falsa sensação de burguês. Somos apenas uma classe que serve de instrumento de sustentação para os propósitos negros da burguesia como a discrepância social o ódio e o individualismo.

Por Ramon Lopes

Quarta-feira, Novembro 23, 2005

Apenas uma Noite

Aquela noite despontava para ser a melhor do ano. Não sei o porque, mas sentia uma sensação maravilhosa e relaxante.

O relógio marcava 22:00 horas, e ao contrário das minhas expectativas, a noite se tornava cada vez mais insípida.

Senti um pouco de fome. E ao abrir a geladeira me deparei com uma porção de arroz e uma de feijão que deviam ter sido preparadas a uns três dias atrás. Já desanimado e com a moral baixa, decidi que deveria sair para aproveitar a noite; pelo menos assim, teria a esperança renovada para a noite ser agradável, já que não era aquilo que eu esperava no início.

Meu traje era totalmente despojado: Camisa branca fazendo o fundo, camisa azul floral com os botões abertos, calça creme, e um tênis das cores azul e cinza. Logo na saída meu celular toca, era o Novaes me chamando para ir até uma cervejaria famosa da cidade.

Chegando ao local, Novaes estava com duas garotas, sendo que uma era a sua namorada, e a outra se dizia amiga do casal.

Fui apresentado à colega do casal; por sinal maravilhosa e simpaticíssima. Foi paixão à primeira vista, seu nome era Cecília.

Os assuntos debatidos na mesa eram os mais agradáveis possíveis: Elogios de todas as partes.

Lá pelas 3:00 horas, Novaes e sua namorada resolveram ir embora, e eu , mais do que rápido ofereci-me a acompanhar Cecília até à sua casa. Despedimos de Novaes e sua namorada, e eu fui cortejando Cecília até sua casa; como de fato tinha me oferecido.

Chegando à casa daquela digníssima mulher, me aproximei e dei um beijo em suas volumosas bochechas, a seguir me virei em um sinal de despedida; foi ai então que Cecília com suas brancas e delicadas mãos me segurou e convidou-me a conhecer seus aposentos.

O lugar era maravilhoso, cheio de quadros modernistas, e todos os móveis bem lustrados. Perguntei a Cecília se poderíamos aproveitar a ocasião e degustar um vinho que se encontrava em cima da mesa. Cecília com um sorriso no rosto respondeu que seria um prazer.

O vinho era importado, e também estava delicioso. O álcool me deixou menos tímido, e assim, declarei todo meu sentimento de amor por ela. Disse que desde o primeiro momento que a tinha visto não consegui parar de pensar em sua beleza.

Cecília ficou envergonhada, e sua pele clara estava com uma tonalidade avermelhada; apesar disso, Cecília se aproximou e me segurou em um longo e apertado abraço. Abraço este, que só se desfez no encontro da minha saliva com a saliva da belíssima Cecília.

O relógio badalava 5:00 horas, já estava tarde, e eu precisava partir.

Cecília pegou delicadamente um papel e anotou seu telefone e endereço, beijou-o fazendo uma marca da sua boca que estava de batom, e me entregou carinhosamente.

Apaixonado por Cecília, fui dormir pensando naquela linda mulher.

Acordei cedo e fui até a floricultura. Comprei um buquê contendo trinta e duas rosas colombianas, estas, que vinham acompanhadas de chocolates e um bom vinho tinto. Pedi ao entregador que entregasse no endereço que estava no papel que Cecília me dera.

Uma semana se passou e eu ainda não tinha recebido uma ligação de Cecília em agradecimento ao agrado que eu lhe enviara. Surpreso, telefonei para o Novaes, e ele como eu não sabia do paradeiro de Cecília.

Estava arrasado, até que dois dias depois que eu tinha ligado para o Novaes, recebi um telegrama de Cecília. Nele estava todo o agradecimento de Cecília à minha pessoa; também nesse telegrama informara que logo depois que nós nos conhecemos ela tinha ido morar em Paris, e por isso tinha demorado a me procurar e me contar essa verdadeira tortura.

Assim que fechei o telegrama desfaleci na cama. Passaram-se dez anos e eu nunca mais vi nem recebi nada da inesquecível Cecília.

Hoje deitado em minha cama reflito sobre aquele dia. Cheguei a conclusão que realmente foi a melhor noite do ano, entretanto, também foi a pior, pois meu amor verdadeiro se transformou em um amor platônico.

Por João Pedro da Costa

Segunda-feira, Outubro 24, 2005


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Referendo 2005 (AI-6 do governo Lulla, a continuação da ditadura)

Fica aí a prova de que o povo não está nem um pouco satisfeito com o governo. Achei totalmente desnecessário este referendo, algo que gira em torno do interesse da Globo em instaurar junto com o governo Lulla uma empresa de segurança estrangeira, no caso da proibição da venda de armas no Brasil. Com isso, a Taurus, a principal fábrica de armas de fogo do Brasil, que gera uma renda boa na economia do país quebraria, e as pessoas teriam que contratar seguranças, pois, como sabido, a segurança pública é bastante defasada, e no qual iria mais uma vez levar o dinheiro brasileiro para longe do país.

Outra, por que, ao invés do governo ter gastado esta grana toda no referendo, não gastou este dinheiro em educação, saneamento, SEGURANÇA e saúde? Estranho não? Mas é explicável. Isto é apenas para apagar um pouco a péssima imagem que o governo deixou para nós com o "mensalão" e "mensalinho" e também para esquecermos da transposição do "Velho Chico". Vocês não imaginam que o projeto pode estar sendo votado na câmara neste exato momento? E se for aprovado, como fica a tradição, o povo que mora nas margens iniciais deste rio, o povo que tira do rio seu sustento, como fica? Vocês realmente acreditam q a transposição vai beneficiar mais pessoas? Estão enganados. Isto é coisa que vem do Império nosso e que o governo até hoje sonha em realizar. Vai beneficiar a Ciro Gomes e a corja que o cerca, levando água o suficiente para suas riquíssimas fazendas, onde o MST procura passar longe delas.

Povo brasileiro, a luta não acabou. O próximo passo agora é tirar este governante incompetente do poder o mais rápido possível para mostrarmos que ainda não perdemos a dignidade. Obrigado.

Por Thiago de Castro Maia


Sexta-feira, Setembro 30, 2005

Política, Futebol e Mídia

Há alguns meses atrás todos estavam atordoados com as denúncias feitas pelo ridículo ex-deputado do PTB, Roberto Jefferson. No qual este, alegava pagamentos mensais para deputados, em troca de votos que beneficiariam aprovações de projetos criados pelo governo.

Diariamente as capas dos principais jornais do país vinham recheadas de reportagens sobre o ´´mensalão``. Até que a alguns dias, foi descoberta a Máfia do Apito; tendo como principais protagonistas o árbitro Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon. Na verdade, o que a de sintonia nesses dois casos é a corrupção e a má fé instaurada por essas pessoas, que ainda se dizem cidadãos.

Até aí nada que nós nunca tenhamos sofrido. O que me deixa com uma vasta indignação, é o fato da mídia reservar pouco tempo às investigações do mensalão, e encher de ´´abobrinhas`` a cabeça dos nossos honestos trabalhadores, que de praxe, em sua maioria, são fanáticos por futebol. Particularmente não tenho nada contra o futebol, até porque, sou um grande admirador deste esporte.

A Máfia do Apito tem de ser investigada sim, mas não se pode deixar que ela tome conta dos principais assuntos jornalísticos. Pois, temos muitos problemas prioritários no país para se preocupar com escândalos futebolísticos e Futebol este, que é comandado por Ricardo Teixeira (Pros FBF), Luis Sveiter (Presidente do STJD), Armando Marques (Chefe da Comissão de árbitro). Daria para realmente ficar perplexo com a atual crise do futebol brasileiro? Sinceramente, não!

Caros leitores,sei que para muitos brasileiros (me incluo nessa) o futebol é uma paixão sem explicação, que foge até do âmbito da ciência; entretanto, para amenizar essa paixão, penso nos jogadores ganhando trinta, quarenta mil reais por mês, e saindo do CTC ( Centro de Treinamento ) com seus carros luxuosos, enquanto milhões de brasileiros passam fome, necessidades básicas, sem contar a opressão e medo que se instalou na sociedade do século XXI.

Por Ramon Lopes


Os Melhores Amigos Posted by Picasa

Domingo, Setembro 04, 2005

Guts

Este é um pequeno texto de um dos melhores escritores desta época. É o mesmo autor de Clube da Luta, Sobrevivente, entre outros. Suas histórias são baseadas em fatos reais, como esta que vou postar hoje. Boa leitura.

- Gabriel Rutherford

GUTS
Escrito por Chuck Palahniuk

Inspire.

Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa estória deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.

Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre "fio-terra". Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.

Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina.

Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.

Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.

Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento.

Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.

Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.

Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

As pessoas na França possuem uma expressão: "sagacidade de escadas." Em francês: esprit de l'escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa....

Enquanto você desce as escadas, então - mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora.

Esse é o espírito da escada.

O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.

Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.

Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais o encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer... melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.

Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, na qual o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os faziam gozar melhor. De forma mais intensa.

Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.

Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.

Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.

Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.

Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.

Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos. Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.

O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.

Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.

Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.

O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.

Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais expesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.

O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmãos mais velho da Marinha escreveu.

No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.

Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.

Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.

O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d'água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.

Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.

Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.

Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando a luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas nais quais você não se preocupa que te pegam.

A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.

Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cú chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.

Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.

Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmão no balé. Ninguém estará em casa por horas.

Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo.

Faço isso de novo, e de novo.

Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cú sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azul, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.

E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.

Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.

As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.

Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.

As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás... mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.

Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.

Então... eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cú. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentido a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.

Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.

Ver essa pílula foi o que me salvou a vida.

Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.

Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.

O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.

Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma.

Deus proíba que meus pais vejam meu pau.

Com uma mão seguro a saída do meu rabo, com a outra mão puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.

Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre um camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d'água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.

Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.

Você então vê contra o que eu lutava.

Se eu largo, sai tudo.

Se eu nado para a superfície, sai tudo.

Se eu não nadar, me afogo.

É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.

O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na árgua turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.

Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.

Algo sobre o qual nem os franceses falam.

Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos "Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça...," os russos dizem, "Preciso disso como preciso de dentes no meu cú......

Mne eto nado kak zuby v zadnitse.

Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.

Droga... mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.

Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cú. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.

Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.

É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, "Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque." E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.

Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim....

Precisava disso como precisaria de dentes no cú.

Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.

Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.

Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, "Aquela porra daquele cachorro era maluco."

Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, "Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo...."

E então a menstruação da minha irmã atrasou.

Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram mais isso novamente.

Nunca.

Essa é a nossa cenoura invisível.

Você. Agora você pode respirar.

Eu ainda não.

Quarta-feira, Agosto 31, 2005


Sua rotina... Posted by Picasa

Asfixia

Neste mês de setembro uma companhia chamada PowerNap vai abrir o seu ´´centro do sono´´ em vários lugares nos Estados Unidos. Ao invés de dormir na sua casa ou ficar dormindo no estacionamento, você pode dormir dentro de um shopping. Custa o equivalente a R$ 1,60 por minuto dormir dentro de uma cabine estilizada da PowerNap. Já temos que pagar por inúmeras contas absurdas, agora vão cobrar pelo nosso descanso.

Julie Hanson, porta-voz de um dos maiores shoppings do EUA, disse que a nova "loja de sono" é uma chance para as pessoas "fugirem de tudo". A ultima coisa que você vai fazer indo a um lugar destes é ´´fugir de tudo´´. Quer fugir de tudo? Vá morar no deserto. Quer descansar? Dê um tiro na cabeça. Você vai pagar por uma coisa que é gratuita, o seu sono. O seu dinheiro vai ser desperdiçado devido ao seu fracasso emocional.

Como não podemos nem mais dormir em paz, não podemos mais pensar. O ser humano deste mundo pós-modernista é fraco, transparente e fútil. Igual a uma vidraça de uma catedral antiga. Podemos ser facilmente quebrados por uma pedra jogada pela Mídia. A cada dia perdemos a nossa privacidade e somos todos angustiados. Você é a pessoa carente esperando uma carta de amor. A carta nunca vai chegar. E você sabe, mas continua acreditando no momento que ela chegará. Você acredita no nada. Sua vida é um completo vácuo.

Para que seu mundinho seja feliz e completo, você precisa saber que não está sozinho. A sua ilusão abraça a sua solidão, mas mesmo assim você tenta ocultar este fato. Temos o exemplo do Orkut. Pessoas adicionam as outras, com a intenção de aumentar a sua lista de ´´amigos´´. É a mesma coisa de brincar de ser rico, ou de ser famoso. É praticamente impossível alguém ser amigo de mais de 100 pessoas. Estou falando de amigo de verdade mesmo, não da pessoa que você algum dia já emprestou um caderno ou fez natação, por exemplo. Você quer ser importante e popular, cheio de amigos, mas na verdade seu melhor amigo é o seu computador. E se este estragar algum dia, você vai chorar. Irá chorar mais do que quando algum parente querido de sua família morrer.

O mundo precisa de uma outra Grande Guerra Mundial. Talvez assim as pessoas comecem a valorizar mais as outras e comecem a enfrentar seus medos. Ao invés de perder o seu tempo discutindo sobre futebol, você teria que se preocupar em qual estágio você teria que levar sua família ou sua amada(o) para esconder de ataques de mísseis. Estamos vivendo a diferença da masturbação para o sexo. Você pode conseguir algo melhor, mas sua vida é limitada e estúpida. Como pessoas que se acham góticas, fanáticos religiosos etc.

Vivemos ao redor da agressão. Você se sente bem quando as pessoas que inveja se machucam. Você se sente bem quando fica sabendo que uma limusine pegou fogo e explodiu. As guerras foram feitas para nossos benefícios. A raiva, a angústia e o medo nos ensinam a viver. Crescemos sem a ajuda da alegria. Não precisamos dela para ser feliz...

Todos estamos sufocados. Alguns dizem que estão felizes, pois compraram a roupa da última moda. Alguns dizem que o Presidente Lula é inocente. Alguns ainda tentam proteger índios que usam calças jeans e possuem canais por assinatura em suas ´´tocas``. A nossa água potável está acabando a cada dia que se passa, mas somente queremos saber de fofocas. Não é a toa que o Orkut possui um câncer brasileiro.

Por Gabriel Rutherford

Sexta-feira, Julho 08, 2005

Senhores da Verdade

Estou atônito as ações de baixo caráter dos nossos “comandantes” que degradam a imagem do nosso país. No entanto tem “gente” que parece estar gostando dessas CPI’s (correios, Pagamento de Mensalão), principalmente os órgãos de imprensa da direita.

O Brasil sempre foi um país de turbulência, no qual pessoas de caráter até então respeitáveis, se deixam levar pela ganância e pela corrupção, entretanto muitas coisas boas acontecem no país, pode até ser que fiquem escondidas (como os bons políticos).

Os jornais mostram as crises como a do INSS, fome, entre outras situações ridículas que os brasileiros são expostos a cada dia. E é freqüente escutarmos o desabafo de pessoas decepcionadas com o governo Lula. Todos têm razão, mas o que é mais intrigante nisto tudo, é que quem sempre governou o Brasil foram os Direitistas, e eles que deixaram essa vergonha de país para os esquerdistas, que pela primeira vez estão no poder.

Reforçando a idéia de que sou totalmente contra essa política de pagamentos de mensalão feita pela cúpula petista, acho que estes, que falam que o PT significa partido dos trabalhadores e que tem uma descendência humilde, não passam de burgueses miseráveis que nunca se importaram com as pessoas sérias que têm no partido, como exemplo Antônio Palocci (ministro da Fazenda).

Essas observações que fiz até agora servem para explicitar como que nós devemos analisar as coisas cautelosamente, pois tirar conclusões a partir daquilo que parece ser a verdade pode nos proporcionar um grande equívoco.Na verdade deve-se observar “os dois lados da moeda”, pois observando friamente, a maioria da imprensa é da direita, e ao invés de lutar por um país melhor, querem apenas a hegemonia da classe burguesa.

Analisando a órgãos direitistas como a Folha de São Paulo, Estadão, e Veja, está última é que me causa a maior frustração. Frustração advinda do colunista Diogo Mainardi. Indago-me a cada dia porque um homem tão inteligente é tão desesperançoso com um país que segundo economistas está em plena ascensão? Será que é por causa da fatalidade que aconteceu com sua filha?Porque você não escreve isso na sua coluna? Porque não explica que toda sua raiva do Brasil advém de um dia ter confiado na medicina do país e infelizmente não ter dado o resultado positivo?

Diogo, apesar de um fato lamentável ter acontecido com você e sua família, não significa que possa pegar seus ideais políticos e econômicos e tentar fazer uma conspiração contra todos aqueles que não tem os mesmos conceitos ideológicos que vossa senhoria. Por favor, não seja tão infeliz de degradar tudo aquilo que nos resta de bom nesse Brasil (seja músicos, artistas, políticos [independente de partido]), use sua extrema inteligência para apontar soluções plausíveis para um país que está querendo crescer.

Por Ramon Lopes*

*Antecedo que não sou simpático a nenhum partido, e, portanto não quis privilegiar nem direita nem esquerda neste artigo crítico.